Inocentes – Pânico Em S.P. (1986)

Artista: Inocentes

Disco: Pânico Em S.P.
Ano: 1986
Esta edição: 2011 (Re-Edição em CD com Bônus)
Gravadora: WEA (Edição original) / Warner Music Brasil (Esta
Edição)
Estilo: Punk Rock
Tempo total: 37:50 (com Bônus)
Formato: MP3 320k (+ covers)

Faixas:
01. Rotina – 3:18
02. Ele Disse Não – 3:25
03. Não Acordem A Cidade – 2:28
04. (Salvem) El Salvador – 3:17
05. Expresso Oriente – 2:53
06. Pânico Em S.P. – 3:57
Bônus:
07. As Verdades Doem – 3:37
08. Violência E Paixão – 3:23
09. Velocidade Indefinida – 2:22
10. Rota De Colisão – 2:41
11. Vermes – 2:50
12. A Face De Deus – 3:33

Um pouco da história:
O Inocentes foi formado em agosto de 1981, por três ex-membros do Condutores de
Cadáver, o guitarrista Antônio Carlos Calegari, o baterista Marcelino Gonzales e
o baixista Clemente, este, o mais experiente, pois já havia tocado no Restos de
Nada, primeira banda punk paulistana. Os três chamaram o novato Maurício para
assumir os vocais.

O nome Inocentes teria sido inspirado em uma música dos primórdios do punk
inglês, de John Cooper Clarke, “Innocents”, que fez parte da coletânea Streets
do selo Beggar’s Banquet. Suas influências foram bandas como Buzzcocks, The
Vibrators, Generation X, New York Dolls, The Saints e Ramones.

Em 1982, foram convidados, junto com Cólera e Olho Seco, a participar da
coletânea Grito Suburbano, o primeiro registro sonoro das bandas punks
brasileiras, lançada pelo selo Punk Rock Discos em 1982.

Com a explosão do movimento punk paulistano para todo o Brasil, o Inocentes
conseguiu projeção nacional e se tornou um de seus porta-vozes. Eles viraram
personagens do documentário em vídeo Garotos do Subúrbio, dirigido por Fernando
Meirelles (diretor de Cidade de Deus), e exibido no MASP em 1982, e do curta
Pânico em SP, dirigido por Mário Dalcêndio Jr.. No fim do mesmo ano, já com um
novo vocalista, Ariel Uliana Jr., participam do festival O Começo do Fim do
Mundo, no SESC Pompéia, em São Paulo, que foi registrado ao vivo e lançado em
disco no ano seguinte em forma de coletânea.

Em 1983, fazem parte da invasão ao Rio de Janeiro por punks paulistanos, tocando
no Circo Voador com sete bandas punk paulistas e mais Paralamas do Sucesso, de
Brasília, e Coquetel Molotov, do Rio de Janeiro. Nesse mesmo ano, entram em
estúdio para gravar seu primeiro LP, Miséria e Fome; porém todas as treze
músicas compostas que entrariam no disco foram censuradas, forçando a banda a
alterar as letras de três delas, que foram registradas no compacto Miséria e
Fome. Participam do média-metragem Punks, dirigido por Sarah Yakni e Alberto
Gieco, e no fim do ano, já como um trio com Clemente nos vocais, a banda acaba
em pleno palco do Napalm (casa noturna precursora do Madame Satã), devido aos
rumos que o movimento punk havia tomado (as brigas entre gangs aumentavam a cada
dia, não havia mais shows e zines).

O Inocentes voltou em 1984 com uma nova formação, Antônio “Tonhão” Parlato na
bateria, André Parlato no baixo, Ronaldo dos Passos na guitarra e Clemente nos
vocais e guitarra. E também com uma nova proposta, um som mais próximo do
pós-punk e o objetivo de tocar além das fronteiras do movimento punk, fazendo
parte parte do chamado rock paulista com bandas como Patife Band, Ira!, As
Mercenárias, Voluntários da Pátria, Smack, 365, entre outras. Tocaram no Lira
Paulistana, Zona Fantasma, Via Berlim, Rose Bom Bom e Circo Voador, no Rio de
Janeiro, onde fizeram a abertura de um show da Legião Urbana.

Nesse mesmo ano, Grito Suburbano é lançado na Alemanha com o nome de Volks
Grito, pelo selo Vinyl Boogie, e a banda é incluída na coletânea Life is Joke,
que contou com bandas punk do mundo inteiro, lançada pelo selo Weird System
também da Alemanha.

Em 1986, Branco Mello dos Titãs leva uma demo deles para a Warner que os
contrata, e lançam o mini-LP Pânico em SP, produzido por Branco e Pena Schmidt,
tornando-se a primeira banda punk brasileira a gravar por uma multinacional. O
disco é bem recebido pela mídia e a banda excursiona por todo o Brasil pela
primeira vez. As vendas na Warner são boas, mas não são as esperadas pela
gravadora. Apesar disso, a banda conquista respeito e público por todo o país.
Pânico em SP apresenta uma sonoridade mais limpa, mas sem perder as raízes punk
rock do grupo, incluído a regravação de “(Salvem) El Salvador”, do compacto
Miséria e Fome, e músicas antigas que ainda não haviam sido gravadas, como o ska
“Não Acordem a Cidade”, que também foi o primeiro vídeoclipe da banda. Devido à
banda ter assinado com uma multinacional, na época alguns punks disseram que
eles foram “vendidos” ao sistema.

Fonte: Wikipedia

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