Marina Lima – Pierrot Do Brasil (1998)


Artista:
 Marina Lima
Disco: Pierrot Do Brasil
Ano: 1998
Esta edição: 1998 (Edição original em CD)
Gravadora: PolyGram/Mercury (Edição Original)
Estilo: MPB, Pop, Eletrônica
Tempo total: 38:31
Formato: MP3 320k (+ capas)

Faixas:
01. Pierrot – 5:48
02. Arquivo II – 3:35
03. Deixe Estar – 3:11
04. Na Minha Mão – 4:20
05. Sua – 2:36
06. Uma Antiga Manhã – 2:53
07. Leva (Esse Samba, Esse Amor) – 4:20
08. Pra Ver Meu Bem Corar – 3:19
09. Portos E Vinhos – 3:39
10. Algo Me Pegou (Something’s Got Me) – 4:47

Um pouco da história:
Marina Correia Lima (Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1955) é uma cantora e compositora brasileira.

Nascida no Rio de Janeiro, mudou-se ainda criança para a capital dos Estados Unidos, Washington, onde viveria até os 22 anos, pois o pai, Ewaldo Correia Lima, era economista do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Neste período ganhara um violão do pai, como um pretexto para sentir menos falta do país natal. Marina é irmã de Roberto, economista, e de Antônio Cícero, poeta e filósofo.

Iniciou a carreira em 1977, quando teve uma canção gravada por Gal Costa, “Meu Doce Amor”. Decidiu musicar um dos poemas do irmão mais velho, Antônio Cícero e obteve reconhecimento. Estabelecida essa conexão “emocional”, Marina e Cícero esqueceram antigas divergências ocasionadas pela idade e, a partir de então, trilhariam uma parceria de sucesso. De volta ao Rio de Janeiro, assina um contrato e lança o primeiro LP, Simples Como Fogo em 1979. No começo dos anos 1990, assina como Marina Lima, e não apenas Marina.

Marina Lima (1998)

PEDRO ALEXANDRE SANCHES
enviado especial ao Rio de Janeiro

Marina Lima, 42, mentiu. “Pierrot do Brasil”, seu novo CD, é suposta retomada de prumo após uma série de problemas vocais que enfrentou. Mas agora Marina diz que eles nunca aconteceram.
“Na época (1995), tive que falar que o problema foi com a voz, porque no Brasil parece que não existe problema emocional. Se você diz que tem, parece que é frescura, ainda mais se é mulher. Foi uma grande crise emocional.”
“Sou muito controlada, mas chegou uma hora em que a fonte secou, foram várias perdas acumuladas. Essa crise acabou atingindo minha voz, eu não conseguia nem falar, nem respirar direito. Era angústia, areia no peito. Graças a Deus, não tinha nada.”
A mea culpa se encontra já na faixa inicial, chamada “Pierrot”. “Sim, eu resolvi me ausentar/ para ocultar a minha dor/ fugi, menti/ talvez por pudor”, canta.
A voz, na volta, vem alterada, mais grave que nunca. “Está mais emotiva, eu queria cantar mais aqui no peito. A voz aguda vai para a cabeça, quis ficar no grave, no coração mesmo. Ficou tão colado no peito que chega a dar vergonha, fico constrangida”, justifica.
“Pierrot do Brasil”, não é, segundo ela, filho da crise. “Veio a partir de uma grande crise, não posso negar, mas não é filho dela. É autoral, acho que o mais autoral que já fiz. Quis fazer sozinha, não coube ninguém nele.”
Mais ou menos. O iugoslavo abrasileirado Suba co-produziu -e revestiu de programações de bateria e teclados- o trabalho. O encontro com ele é, também, consequência de curso de linguagem Midi -“o diálogo entre computador e sintetizador”-, que Marina fez em São Paulo.
“Minha forma de compor mudou depois disso, abriu um horizonte de cores. Eu não sabia pilotar sintetizadores, com o curso foi possível. E Suba chegou quando estava tudo composto, para complementar muitas coisas.”
Ventos tecno também sobre Marina? “Não, não tem tecno. Sempre gostei da eletrônica, “Fullgás’ já era eletrônico. Suba tem familiaridade com o ruído, a sujeira de fim de século, que me interessa. Mas não é tecno”, define.
As linguagens sintetizadas convivem com doses de brasilidade -um sampler de “Delicado”, de Waldir Azevedo, abre “Pierrot”. Ela disseca: “Já me perguntei se era brasileira ou não. Mas não vivo aqui? Não sou aqui? Então sou”.
“Eu andava meio desinteressada pelos ritmos brasileiros”, prossegue, “estava achando tudo muito estagnado. As harmonias de Tom Jobim continuam a me interessar, mas mesmo a bossa nova ficou estagnada ritmicamente. Aí os movimentos de Recife e Salvador me interessaram, deu até vontade de programar uma cuíca.”
O resultado é MPB sintetizada, que percorre todo o CD. “Pierrot”, por exemplo, ela diz ser inspirada na guitarra dos trios elétricos, de Armandinho em especial.
Tais intenções não diminuem o isolamento intencional que Marina mantém, até do próprio meio musical do qual faz parte. “Não me dou muito com as pessoas do meio. Adoro ler, conversar, não tanto me exibir. Não sou mico de circo, preciso ter o que dizer para querer falar. Não entendo de todos os assuntos.”
Mais: “Meu meio tem uma coisa muito narcísica, com que é preciso tomar cuidado. Por ser famoso, você tem espaço. Precisa ter autocrítica, por ter espaço pode ocupar lugar de gente que tem mais coisa para falar que você”. Ponto.

Fonte: Wikipedia & Folha

Site oficial: www.marinalima.com.br

Outros discos da cantora já foram publicados aqui no blog (ache eles AQUI).

Prévia:

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